terça-feira, 25 de setembro de 2018


Espelho de rostos mortos
Numa casa de campo em ruínas, existia um espelho marcado pelas feridas do tempo, pendurado numa pequena divisão resguardado pelos barrotes torcidos do telhado onde a chuva dos invernos se intrometia espalhando-se no soalho de madeira gasto pelos passos de ratazanas.
Do outro lado do espelho, apinhavam-se vultos do passado, rostos mortos de olhar pálido e confuso. Seguravam o espelho e espreitavam para a vida que lhes foi tirada. Um coro de formas numa pelicula de filme mudo, reféns da sua própria condição. A vaidade foi traída pelo pensamento eterno da juventude.
Espelho meu!!!!!

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Um aqueduto de Óbidos.....transporte de águas para a vila.