Notre Dame de Paris
Figurinha maternal de prata.....datada de 1881 ...estava numa mesa de cabeçeira de uma idosa no fim dos seus dias....as suplicas murmurantes desprendiam-se dos seus lábios enrugados e sumidos entre o queixo e o nariz.....confidencias inaudiveis ...eram mais silabas soltas, confissões de alma para alma...a visão que apenas se vê quando o ultimo suspiro está para chegar...
terça-feira, 22 de maio de 2018
As caixas do pai
As caixas de fantasia de meu pai.....eram tantas e outras tantas mais que se perderam ...metal dourado, pé de candeeiro, torneira, peso de lustre...era pedreiro e tinha mãos de ourives........tantos bocados de metal dourado lhe dei e ele me retribuiu com deliciosas peças de rara beleza.......obrigado meu pai ...por tudo o que foste para mim e eu sem saber esquecia fácilmente aquilo que os olhos não viam......
As caixas de fantasia de meu pai.....eram tantas e outras tantas mais que se perderam ...metal dourado, pé de candeeiro, torneira, peso de lustre...era pedreiro e tinha mãos de ourives........tantos bocados de metal dourado lhe dei e ele me retribuiu com deliciosas peças de rara beleza.......obrigado meu pai ...por tudo o que foste para mim e eu sem saber esquecia fácilmente aquilo que os olhos não viam......
segunda-feira, 21 de maio de 2018
O PRESÉPIO
A herança.....o testemunho....e no principio eram figurinhas de miolo de pão....e a filha aprendeu a arte do pai...a felicidade de aprender e ter pão para o fazer gerou procissões, vida de campo e presépios....hoje, aquelas mãos de tanto fazer, estão tolhidas pelo tempo, ficou o testemunho o sorriso de fazer.......a memória
A herança.....o testemunho....e no principio eram figurinhas de miolo de pão....e a filha aprendeu a arte do pai...a felicidade de aprender e ter pão para o fazer gerou procissões, vida de campo e presépios....hoje, aquelas mãos de tanto fazer, estão tolhidas pelo tempo, ficou o testemunho o sorriso de fazer.......a memória
segunda-feira, 14 de maio de 2018
BABEL
Babel dos meus medos...babel na ignorancia de existir...subindo pensando que desço, desço pensando que subo....a luz à frente, as trevas atrás ....as trevas que já foram luz e a luz que será trevas.....degrau e mais degrau....comecei a subir e correndo.......e olhei pouco para o lado......nunca chegarei ao topo.....o topo não existe, apenas o meio...o mediano sempre........eu sou a luz da minha existência.....
Presépio em coluna, barro branco com patine)
quarta-feira, 9 de maio de 2018
Hoje é a minha vez....ao lado dos aspectros ....talvez aos 7 anos......apenas me recordo de roubar esta foto à minha madrinha de baptizado.......depois guardei-a por entre batatas e cebolas e a humidade roeu parte de mim.......mas aquele menino de roupa emprestada e cadeira do fotografo olhava ao longe como eu a olho agora ao longe da infancia.....afinal nada temos...tudo é emprestado
Joana na sua viagem de trem, levava sempre a moldura, reliquia dos desejos.......protecção de mãe, protecção de pai.......olhava fixamente as figuras, ora para uma, ora para outra e nas suas mãos suadas de medo, pedia amor e protecção na sua viagem de longa distância.( moldura circular em latão dourado - época 1850)
AS FIGURINHAS MEISSEN
As figurinhas Meissen......decoração em cores suaves....simples e altivas.......no salão, lá estavam elas....contemplando, adoradas pelos vultos que se moviam na casa....a criada tremia as mãos quando lhes soprava o pó...tremia a vista, tremiam as pernas, tremia a vida.......a patroa de negro dizia que ela teria de trabalhar cinco anos de graça se alguma caisse no chão.....Não cairam e a patroa morreu de velha....viuva cinco vezes......( figuras de Meissen sec. XIX)
As figurinhas Meissen......decoração em cores suaves....simples e altivas.......no salão, lá estavam elas....contemplando, adoradas pelos vultos que se moviam na casa....a criada tremia as mãos quando lhes soprava o pó...tremia a vista, tremiam as pernas, tremia a vida.......a patroa de negro dizia que ela teria de trabalhar cinco anos de graça se alguma caisse no chão.....Não cairam e a patroa morreu de velha....viuva cinco vezes......( figuras de Meissen sec. XIX)
terça-feira, 8 de maio de 2018
George Sand (Pseudônimo de Amandine Dupin )- Romancista francesa - Pioneira no movimento de antecipação feminino e considerada a maior escritora francesa. Nascida em Paris em 1804 e falecida no seu palacete em Nohant em 1876. Ligação amorosa fértil, nomeadamente com Chopin.
Foto em albumina do célebre fotografo Felix NADAR da época( circa 1860)
Foto em albumina do célebre fotografo Felix NADAR da época( circa 1860)
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